A primeira história…
Boa noite a todos…
Muita coisa se passou até hoje em minha vida e que envolveram a vida de outros, Eu gostaria de escrever no meu primeiro post uma boa introdução sobre como vai ser esse blog daqui para frente, é claro pra quem o acompanhar. Mas quer saber leiam, vivam e acompanhem, o tempo desenrola a semente do desconhecido e lhe explicará melhor do que uma mera introdução.
Começo com uma história que naquele tempo foi hilário mas não tenho certeza se vai soar tão cômico quando eu escrever-la aqui.
Foi minha primeira suspensão e Eu não achei ruim, pelo contrário foi emocionante. Adolescentes + Falta de Interesse + Professores Ruins x Falta do que fazer = Brincadeira Besta
Esta é a formula para uma das brincadeiras mais sem sentido e sem limites “O SALGA”, as vezes o nome varia de região pra região, as vezes é chamado de o sabacu, linxação, etc… Mas na minha região era chamado O SALGA e pra quem não conhece ele funciona assim: Várias pessoas se reunem por algum motivo ou por motivo algum e enchem um indivíduo de tapas fortes nas costas e como já devem imaginar sempre os escolhidos para participar desse ritual eram os desfavorecidos (nerds, feios, idiotas e até algumas meninas com um aspecto masculino) e por esse simples fato era uma brincadeira engraçada.
Me lembro bem daquela 8ª série, eu estudava pela manhã (e cá entre nós era o melhor horário), todos os dias em salas diferentes a brincadeira acontecia. As aulas matutinas eram divididas em 5 sendo 3 antes do recreio e duas depois, os intervalos entre as aulas eram breves mas sempre dava tempo para um rápido salga antes é claro que algum professor visse a ocorrência, a fiscalização era cirrada, fora os “teachers” existiam também os fiscais de corredor que também tinham o poder da punição sob os desobedientes e mal criados, então toda e qualquer manifestação estudantil era feita com cautela e o que fazia tudo mais gostoso.
E foi numa manhã como qualquer outra quando tudo aconteceu, minha cabeça não pensava com tanta sanidade como pensa hoje, no intervalo entre a 1ª e 2ª aula eu já comecei a cogitar algum tipo de brincadeira sem graça, jogar papel cuspido no rego de alguem, desenhar besteira na hora da aula, mas nada me deixava mais eufórico do que perturbar uma pessoa bastante especial, eu costumava a ficar matutando na minha cabecinha mil maneiras de fazer ele de trouxa, talvez um tapa na nuca bem gostoso que fazia um som de “PLEC!” e seus óculos fundo de garrafa voassem para frente, suas características eram totalmente favoráveis para um maltrato de qualquer tipo, ele não era gordo, não se pode dizer que ele era gordo mas tinha uma consistência de ameba, com óculos grossos e redondos, espinhas na ponta da buchecha e com indícios de calvice pesada, sua careca começou aos 10 e aos 14 já era bem acentuada, seu nome era André Luiz e não vou contar outras características que o fez ser um alvo perfeito, basta falar que ele peidava descaradamente na frente de garotas bonitas e agia como se nada estivesse acontecido.
Sem mais delongas vamos ao acontecimento.
Era recreio, todos aproveitando espalhados pela quadra, alguns jogando futebol, uns sentados em mesas e outros planejando uma brincadeira imbecil mas o André estava jogando basket e era a oportunidade perfeita. Não vão pensar que eu fiz coisas desse tipo totalmente desanparado, eu tive duas peças fundamentais na arquitetura desse feito chamados João Henrique e Lucas Ariel (terei outras histórias envolvendo essas figuras, vou apresenta-los melhor em outras oportunidades, mas hoje é o dia do André). Junto ao João e ao Lucas reuni aproximadamente 30 colegas e disse somente uma breve frase em um alto sussurro “é salga no buffon! (apelido do andré)” e todos ficaram em seus postos na espera do momento perfeito, como autor da idéia eu me fiz de isca, enquanto ele jogava basket de nerd eu o chamei “André! vem aqui rapidinho” e com um ar de mongol ele se virou fazendo alguns sons que lembravam algo em camera lenta e começou a se dirigir até a mim, a medida que se aproximava eu sinalizava para meus amigos, e como uma dança todos se aproximaram uniformemente. Um grito foi dado por mim “SALGAAAAAAA”, ele olha para os lados e se vê cercado, não consegue esconder seu olhar de sofrimento, ele sabe que não existe escapatória, muitas mãos se ergueram naquele momento e incontáveis “lapadas” choviam em suas costas, tudo estava bom e engraçado até que meio centímetro da ponta do dedo do João entre muitas outras pontas atingiu aqueles óculos grossos e redendos os fazendo voar do rosto do André e se espatifarem no chão fazendo um silêncio súbito entre todos por meio segundo e derrepente todos correram menos 3 garotos que ficaram estáticos e é claro que foi Eu, o João e o Lucas.
Tudo se resumiu quando o André se reportou para a coordenação alegando que seu óculos tinha sido quebrado por um de nós, mas ele não sabia quem tinha sido e nem eu sabia, quem iria saber no meio de tantas mãos, mas seu palpite era certeiro, fora um de nós, sabendo que não exitia provas concretas de que seu óculos tinha sido quebrado por um de nós 3, nós negamos até a morte e inclusive o autor do crime (João) que só revelou a verdade depois de 4 anos. Só o que restou à coordenadora foi suspender nós 3 por 3 dias. Durante esse tempo eu ia pra escola mas não podia entrar, então por lá me escondia até a hora de virem me pegar. Nada foi descoberto pela minha mãe até hoje, a não ser é claro que ela leia este post.
Muito obrigado a todos e até amanhã

Eymard, jovem…. Imagine como o Andre ficaria puto se ele encontra esse blog!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Quero nem pensar, ó!
não. o importante SÃO as histórias.
Fantásticas Histórias: Você está correto… SÃO histórias, quem sabe se você visitar o meu blog com frenquencia eu poderei ficar cada vez melhor… Valeu pela crítica…
aprende a usar a pontuação correta primeiro e depois, tenta aprender a escrever.
Fantásticas Histórias: Quer português correto vai no “Blog do Português Correto”, aqui o importante é histórias…
Ora, ora! Mas quem diria que o pacato Eymardzinho, em seus dias de juventude, não passava de um BELLY!
E muito legal a estreia do blog, cara. Espero ansiosamente por mais histórias como essa, deliciosas como os pratos de mamãe.
Abraceeeeee!
Buito legal a história, ri buito.
Sugiro que dê uma arrubadinha para deixar o blog bais bodito.
Bitaaaaan, out!